30 de junho de 2011

Telegrama

  • Estamos em temporada de formaturas (do maternal da filhota inclusive) e de casamentos, então sobra pouco tempo para blogar.
  • Um recado especial para a leitora que chegou ao blog com a seguinte consulta do Google: "como dizer vc vai ser papai em papiamento". É assim: abo ta bai bira tata. E boa sorte com com a sua gravidez!

24 de junho de 2011

Lembranças

Muita gente quebra a cabeça pensando o que levar de presentinhos de Aruba, considerando que pouca coisa é produzida aqui. A maioria acaba levando a tradicional camiseta ou boné escritos Aruba, então para fugir do óbvio, eu fiz uma listinha de coisas que podem agradar.

O mais fácil são as bebidas produzidas aqui em Aruba, que é onde mais variedade se encontra. Da última vez que a minha irmã veio, ela e minhas sobrinhas acharam legal levar a cerveja arubiana, chamada Balashi. Ela vem em garrafa ou latinha e o que elas acharam mais charmoso foram as latinhas pequenas, que além do mais não pesam tanto na bagagem. Quanto ao gosto não me perguntem, porque eu odeio cerveja e nem experimento.



Outra bebida produzida aqui é o ponche crema, o licor típico de Aruba. Ele é feito com rum e leite condensado, assim que imagino que é bem ao gosto brasileiro. Existem muitas sobremesas e coquetéis locais feitos com ele. Tem muitas marcas, só que alguns são produzidos em Curaçao, então se você fizer questão de ter um produto local, é preciso ver a embalagem. Existe uma marca local, chamada Palmera Rum que produz vários tipos de bebida, incluindo whiskey, gin, vodka e brandy.



Também são produzidos aqui toda a linha da Coca-cola, exceto a Fanta, não sei porquê. Aliás, não existe Fanta em nenhum restaurante, nem nos fast-food. Até o ano passado tinha também a fábrica da Pepsi, mas no meio do ano mudaram o nome para RC Cola. Eles continuam produzindo a Pepsi servida em restaurantes de fast-food, como o Taco Bell, mas nos supermercados o que você vai encontrar é a RC Cola, se forem garrafas pequenas. Se forem garrafas de dois litros, o nome vai ser Pepsi. Um dia, algum gênio do marketing vai ter que me explicar essa estratégia de produto porque eu nunca entendi.



Aqui também se produz (e se consome) muitos tipos de molho picante. O preferido da minha sogra para temperar carne é o molho picante de mamão papaia. Existem várias marcas, mas duas tem o melhor visual para levar de lembrança. Olhem só que embalagens charmosas:




Aruba também produz charutos. O nome da marca é Aruhiba, fazendo um trocadilho com os famosíssimos cohiba cubanos.

Talvez o produto mais tradicional arubiano seja a babosa, aqui conhecida como Aloe Vera. No século XIX dois terços da ilha eram cobertos com babosa e no início do século XX, Aruba era o maior produtor mundial. Existe uma marca de produtos de higiene pessoal que tem quase duzentos anos de existência e eles têm uma linha bem variada de produtos. Os mais tradicionais são os protetores solares: uma boa parte dos turistas deixa para comprar protetores aqui, devido à fama do produto. Mas eles tem uma linha que inclui xampus, condicionadores, desodorantes e vários outros produtos mais.





Outra opção de presente são os calendários com fotos de Aruba. Eles são bem feitos, com material de qualidade, cada mês tem uma foto de paisagem legal e uma receita de comida ou coquetel típico. Eles não pesam na bagagem e imagino que existam nas lojas de souvenirs. Como eu não frequento essas lojas, onde eu realmente sei que existem são nas papelarias e também na rua principal, numa loja chamada Ecco.

Se você já veio à Aruba e levou um souvenir legal que não está na lista, me avise que eu amplio as opções. ;)

17 de junho de 2011

Companhias aéreas que voam para Aruba


Existem três companhias aéreas que voam do Brasil para Aruba: Avianca, Copa AirlinesGol e Taca, que opera conjuntamente com a Avianca. Eu só usei duas até hoje: a Avianca e a finada Varig, cuja rota foi reestabelecida pela Gol.

Tenho uma boa experiência com a Avianca. Pontos positivos: eles são organizados, as poltronas têm tela individual com filmes até legaizinhos, a conexão em Bogotá é razoavelmente rápida (umas 2:30hr) e tem internet grátis no aeroporto. Para mim o grande ponto negativo é a comida. O lanche (que deveria valer por um jantar, já que é a única comida que você vai receber até quase uma da madrugada) do trecho AUA-BOG na última vez esteve abaixo do comestível: era um pão com presunto e queijo seco, sem manteiga ou maionese ou qualquer creme, o que o tornava impossível de engolir. Tanto eu quanto minha minha filha desistimos de comer. Ao descer em Bogotá fomos correndo procurar algo para matar a fome. A comida do trecho BOG-GRU não é muito melhor e por isso eu recomendo levar algum lanche na bagagem de mão, principalmente para quem viaja com crianças.

A Copa eu nunca usei e o principal motivo são os horários ridículos. Na ida ao Brasil, o vôo chega a Guarulhos uma hora da madrugada. O que torna impossível tomar outro avião, para aqueles que não vão ficar em São Paulo, como eu. E o trecho de vinda do Brasil tem uma parada no Panamá que te obriga a pernoitar, porque o vôo que vem à Aruba só sai no dia seguinte.

Eu vou experimentar voar com a Gol em julho e de momento, já tenho uma péssima experiência. Isso porque essa companhia aérea que faz vôos internacionais não aceita cartões de crédito emitidos no exterior! Tentei de tudo para comprar a passagem, fiquei dias entrando no site, que supostamente aceita Visa, Mastercard, Amex e UATP (?!). Então liguei para o tal número de vendas que eles poem no site. Só que esse número é uma farsa, é só para inglês ver, literalmente. Devo ter ligado mais de 100 vezes. Funciona assim: eles pedem para você escolher ser atendido em inglês ou espanhol. Você escolhe uma opção, daí tem outra opção para escolher e daí você espera alguns minutos até a ligação cair. Com um detalhe: a voz que supostamente te fala em espanhol deve ter aprendido o idioma com aquele cara da "la garantía soy yo". O espanhol não só é ruim, é totalmente incompreensível por alguém que não fala português. Para exemplificar: ao dar as opções, eles dizem: DISQUE UN. Vamos pela parte menos ruim: não deveria ser un, mas uno. Porque em espanhol, un só vem antes de um substantivo ou adjetivo, como un gato ou un buen día. Mas o número sempre vai ser número uno e nunca número un. Agora vamos à pior parte: disque?! Fala sério, nem um português seria capaz de entender esse verbo, expressão, gíria ou coisa que o valha, porque isso só existe no Brasil! O certo em espanhol seria dizer: marque uno ou pulse uno. Acho que a Gol poderia ter sido menos mão de vaca e pagado alguém que sabe espanhol para fazer o roteiro da gravação. Isso é só outro sinal da total falta de cuidado com os clientes estrangeiros.

Finalmente, pedi para a minha irmã ligar para o SAC deles e ao final eles disseram que o único cartão de crédito internacional que eles aceitam é American Express. Cuma? Fala sério, eu acho que não conheço nenhuma pessoa que tenha Amex. Ou seja, a Gol está voando para o exterior só para levar brasileiros para fora, sem nenhum interesse em levar estrangeiros para conhecer o Brasil. Ao final minha irmã teve que comprar a passagem para mim. Um turista comum poderia fazer isso? Claro que não! E um turista estrangeiro que quiser comprar passagens para viajar dentro do Brasil, como faz? Não faz né? Escolhe um lugar mais fácil de se viajar.

E é por isso que Aruba, essa ilha de 33 km de extensão por 9 km de largura, recebe mais turistas por ano que o Brasil, que é o quinto maior país do mundo. Pela total falta de interesse não só de todos os governo que já estiveram no poder, mas em grande parte das empresas brasileiras, como a Gol.

Não é de se estranhar que um ano atrás, o Estadão tenha publicado uma reportagem dizendo que como os brasileiros estão viajando para fora mais do que nunca e os estrangeiros estão viajando cada vez menos para o Brasil, o déficit da balança comercial era de um bilhão de dólares!

Atualização: depois de escrever este post, eu fui para o Brasil com a Gol, então deixe-me contar. Eu fui e voltei de classe comfort e acho que vale a pena pagar mais. Você ganha 10cm de espaço entre a poltrona da frente e as suas pernas e a poltrona do meio fica vazia. No meu caso, eu comprei uma poltrona para mim e uma para a filhota, então com a poltrona do meio vazia, ela pode deitar e viajar como se tivesse dormindo numa cama, ficou bem confortável. Além disso, você ganha um dvd portátil com alguns filmes e programas. No trecho AUA-GRU, como era de noite, nem usamos. Mas no trecho GRU-AUA, com o vôo de dia, foi legal, embora a seleção disponível seja pequena, comparado com a Avianca. Agora, se você for viajar na classe turista mesmo, boa sorte. Os seus joelhos ficam grudados na poltrona da frente, não tem nenhum tipo de entretenimento gratuito. Então, se a opção for entre viajar com a Avianca de classe econômica ou viajar com a Gol de classe econômica, escolha a Avianca sem dúvida. A classe econômica da Avianca tem um bom espaço para as pernas e as poltronas são mais cômodas. Além disso, a Avianca tem um bom sistema de entretenimento gratuito para todos, o que faz muita diferença num trecho tão longo. Se a dúvida for entre Gol comfort e Avianca econômica, eu prefiro a Gol pelo detalhe da poltrona do meio, que ajuda um montão ao se viajar com crianças. ☺

7 de junho de 2011

A Casa

Uma característica de Aruba é que aqui se vive em casas. Existem pouquíssimos apartamentos, sendo que a maioria deles são habitação social, tipo BNH, Cohab, Singapura ou coisa que o valha. Mas a população, em geral, mora em casas.

Os terrenos costumam ser grandes e as casas normalmente são só de um piso, é difícil encontrar sobrados. Isso pouco a pouco está tornando inviável morar em casas porque já quase não há terrenos disponíveis na ilha.

Outra característica das casas é que não existe campainha. Sério, eu nunca vi em nenhuma casa. O que se faz normalmente é buzinar. Se não funcionar,  você espera que o cachorro da casa ou algum cachorro dos vizinhos comece a latir para alertar os donos da casa. Se nem isso funciona, apela-se para o celular. Ah, sim, não se bate palmas! Depois de quase dez anos morando fora do Brasil, eu finalmente descobri que só lá existe esse costume, aparentemente bizarro aos olhos de um estrangeiro, de bater palmas para chamar o dono da casa. Eu me lembro que meu marido quase surtou uma vez que estávamos no portão de uma conhecida que não vinha nunca e eu comecei a bater palmas. Ele falou: você está louca? Pra quem você está aplaudindo?! :p

Apesar de ter nascido e crescido em casas e estar acostumada a cidades onde a maioria das pessoas vive em casas, quando eu vim pela primeira vez eu vi que alguma coisa era muito diferente do Brasil porque eu não podia imaginar aquelas casas em nenhuma cidade brasileira. Depois é que eu notei a grande diferença: é que aqui dificilmente existe grama nos jardins. Em seu lugar, as pessoas costumam plantar árvores, muitas vezes até criar uma verdadeira selva na frente das casas. Uma vista comum de uma rua pode ser assim:

E são muitas as casas que ficam completamente escondidas pelas árvores:

Algumas casas tem jardins com visual mais clean, mas seria muito estranho encontrar uma casa brasileira com coqueiros desse tamanho na frente, né?

Uma vez eu perguntei para o meu marido porque as pessoas não poem grama nos seus jardins. E ele me disse que é muito caro porque todos os meses tem que pagar alguém para cortar. Grama é coisa de gente rica. Dois tios dele que são considerados os ricos da família tem grama no jardim. Daí eu pensei: mas como pode ser tão caro assim se meus pais tem em casa e um monte de gente no Brasil também? Perguntei para a minha mãe a cada quanto tempo alguém tem que vir para cortar. Ela disse que nos meses de chuva pode ser uma vez ao mês, mas nos meses de seca pode demorar de três a quatro meses. Daí eu cheguei à conclusão de que a falta de costume de plantar grama é mais por falta de conhecimento aliada à preguiça que por falta de dinheiro.

E como é o quintal? Bem, atrás é onde fica normalmente as varandas, de preferência bem grandes para receber toda a família nas muitas festas de arromba, além de um espaço para as crianças correrem.

A segurança, de modo geral, é bem melhor que no Brasil. Eu ainda não vi aqueles muros de três metros com cerca eletrificada, no estilo prisão de alta segurança. O muro da minha casa mesmo é baixo, acho que tem um metro e meio e tem casas que nem muro tem. Existem bairros que são mais inseguros e propensos a furtos. Mas é bom deixar bem claro: normalmente são furtos, sem a presença dos moradores e sem armas de fogo. Uma amiga brasileira que mora num desses bairros já foi roubada uma vez. Ela chegou em casa do supermercado à noite e estava cansada, deixou para guardar a comida no dia seguinte. Quando ela acordou, a cozinha estava sem janela e o ladrão levou toda a compra do dia anterior. E também alguma comida que estava na geladeira. A tv, o vídeo, aparelho de som e outros elétrodomésticos continuaram lá. Pelo jeito nem passou pela cabeça dele fazer a família que estava dormindo de refém para pedir dinheiro, jóias ou coisas de mais valor. Um ladrão um pouco mais profissional roubou a máquina de lavar, que estava do lado de fora, da casa de um parente. Mas aqueles roubos com a família trancada no banheiro, ameaçada de morte, que nem dão mais notícia de jornal no Brasil, isso eu nunca ouvi falar. E bate na madeira três vezes...

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