28 de novembro de 2011

Encontro Brasil-Holanda



Hoje o Brasil saiu em todos os jornais locais. Tudo por conta do encontro bilateral Brasil-Holanda que está acontecendo essa semana em terra brasilis. A notícia em português pode ser lida aqui.

Na parte que toca a Aruba: fazem parte da comitiva dois ministros locais, o de turismo e o de fazenda. Segundo dizem, o ministro de turismo está tentando algum acordo com a Gol para que ela transforme Aruba numa espécie de hub caribenho para outros países, do Caribe ou não. Também ao parecer estão sendo negociados acordos no campo de energia alternativa (Aruba tem um dos maiores percentuais de energia eólica do mundo) e também de refinação de petróleo.

O comentário local é que o Brasil é a grande noiva. Todo mundo quer tentar conquistar um pedacinho do boom econômico, mas se algum resultado prático vai sair mesmo, acho que vai demorar um tempo para saber.

19 de novembro de 2011

Até o fim


Em outubro eu completei dez anos fora do Brasil e nove anos junto com meu marido. E eu posso dizer com bastante segurança que em todo esse tempo não houve uma única vez que, ao ouvir falar de uma notícia de morte/velório/enterro, ele não expressou espanto com a rapidez que esse ciclo se completa no Brasil.

Ele (e todos os outros estrangeiros que já conheci) fica absolutamente chocado ao ouvir que existem pessoas que são enterradas no mesmo dia que morreram e até já me perguntou se no Brasil alguém já ouviu falar de catalepsia. Eu já respondi que sim, mas aparentemente ninguém dá muita bola para isso ou prefere acreditar que é algo que só acontece com os mortos dos outros.

Nos três países que já morei, Espanha, Holanda e Aruba, o processo acontece mais ou menos assim: o enterro acontece entre 4 a 7 dias da morte e o velório acontece neste período. O corpo normalmente fica na geladeira da funerária e a família pode optar por condolências com o corpo presente ou não. O mais comum é que a família vele o corpo a sós e as condolências sejam recebidas numa sala da funerária ou em casa. O lugar de receber as condolências, assim como o horário são publicados no jornal. Aliás, a questão do anúncio no jornal é muito curiosa aqui em Aruba. Além da família anunciar, também as empresas/instituições que tinham alguma relação com o morto ou com sua família o fazem. Por exemplo, saem muitos anúncios assim: estamos consternados em anunciar o falecimento de fulano de tal, (avô, pai, irmão, marido, primo, cunhado, sogro, tio) da nossa funcionária fulana de tal. Isso faz com que cada morto tenha vários anúncios e também que os jornais tenham várias páginas de obituário, mesmo com poucas pessoas falecidas. Eu já cheguei a pensar se as empresas tem uma verba especial para estes anúncios.

Talvez muitos brasileiros pensem que não existe nenhum motivo para esperar para enterrar, principalmente quando a questão da catalepsia pode ser descartada (num acidente, por exemplo). Mas outro grande motivo é que sempre se espera pela chegada de parentes para que eles também possam passar pelo processo de se despedir da pessoa querida. Aqui ainda existe o fato de que, na grande maioria dos casos, existem parentes que vivem fora, normalmente na Holanda, que tem que fazer seus arranjos para poder vir ao funeral. Eu, pessoalmente, acho essa decisão bastante respeituosa com os que vivem longe e importante para o processo de luto.

Antes do enterro acontece a missa de corpo presente. Em Aruba não existe crematório, por isso todas as pessoas são enterradas. Nem aqui, nem na Holanda, nem na Espanha existe a missa de sétimo dia nem nunca se ouviu falar disso. Como esse processo de tornou tão rápido no Brasil é uma curiosidade que eu tenho assim como saber se essa rapidez tem paralelo em algum outro lugar do mundo ou é exclusiva nossa.

14 de novembro de 2011

Presente real

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9 de novembro de 2011

Como funcionam os postos self-service

Hoje o preço da gasolina baixou (0,004 florins) em Aruba pelo segundo mês consecutivo, uma notícia que deve parecer bizarra para qualquer brasileiro. Aqui o preço da gasolina baixa ou sobe uma vez ao mês. A variação é ínfima, como vocês podem ver, mas existe. Há um departamento do governo que aparentemente só trabalha para isso: decidir quanto vai ser o preço. Esse preço, ao parecer, é baseado numa média mundial do preço do galão de gasolina. Ou algo parecido. Meu marido tentou me explicar como se calcula esse preço, mas ou ele explicou mal ou eu entendi pior.

O preço atualmente está em 2,266 florins ($1,295) por litro. Esse é o preço da gasolina premium, já que aqui não existe gasolina comum. Para aqueles que pretendem alugar carro em Aruba, eu preparei algumas dicas sobre como abastecer.

1. Os postos funcionam em esquema de self-service, mas às vezes tem alguém para por a gasolina para você. Algumas vezes, aposentados ou imigrantes que querem ganhar uma graninha extra ficam nos postos se oferecendo para ajudar. Normalmente eles não são empregados do posto, embora muitas vezes tenham um boné ou até uma camiseta com o logotipo do lugar. Como eles não tem salário, lembre-se de deixar um dólar ou dois florins de gorjeta pela ajuda. Esses "ajudantes" são mais comuns durante a semana, nos finais de semana eles desaparecem e daí você vai ter que por a gasolina você mesmo. Calma, não é nada do outro mundo. Todo mundo aqui consegue encher o tanque do próprio carro, você também vai conseguir.


2. O sistema funciona assim: você pàra em frente à bomba de gasolina, olha o número dela para dizer no caixa e entra no posto para pagar, antes de por a gasolina no seu carro. Se você pagar 20 florins, por exemplo, a bomba automaticamente vai parar de dispensar gasolina quando o marcador chegar a esse preço. Os preços sempre vão estar em florins e não em dólares!

3. Não são todos os postos que aceitam cartão de crédito, por isso dê uma olhada na janela onde normalmente eles poem que tipo de pagamento que aceitam. Por outro lado, grande parte dos cartões de débito brasileiros funcionam aqui, da mesma maneira que eu uso o meu cartão de débito tranquilamente no Brasil. Veja se o seu cartão de débito tem o chip maestro, cirrus ou visa electron, que costumam ser os mais comumente aceitos.

4. Se você quiser encher o tanque, você vai ter que pedir que eles abram a bomba para poder fazê-lo. Se eles vão abrir ou não, depende do humor de cada um e deles irem com a sua cara. Só uma vez, a caixa perguntou se eu ia fugir, me olhou uns 10 segundos e resolveu que eu era confiável o suficiente para pagar depois. Em todas as outras vezes, elas me abriram a bomba sem problema. Acho que ajuda o fato de eu sempre ter uma criança no carro. A probabilidade deles se negarem a abrir é maior quando quem está com o carro é um homem ou jovens.

5. Se você for encher o tanque, lembre-se de puxar uma alavanquinha que segura o gatilho da mangueira e ele vai fazer click quando o tanque estiver cheio. Você guarda a mangueira e vai ao posto pagar. Você não precisa memorizar o preço que deu no marcador. Ao entrar é só falar o número da bomba e ela saberá o quanto cobrar.

6. Como cada carro tem sua maneira de abrir o tanque, sempre é bom dar uma perguntada na locadora de automóveis ou ler o manual antes de ir abastecer. Vai te poupar um bom mico. Desculpem se o post parece muito beabá, mas eu sempre lembro a história que o Ducs Amsterdam contou de como ele aprendeu a abastecer um carro na marra.

Visita real - 2º dia - Juana morto





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7 de novembro de 2011

Convite real

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